|
Vestibulando - Por que escolheu a profissão? Dentro das diversas áreas da saúde, a Terapia Ocupacional foi a profissão que melhor correspondeu ao meu perfil. Em princípio, pensei em cursar a graduação em Fisioterapia. Mas, antes de tomar qualquer decisão, pesquisei muito. Por meio dessas pesquisas que pude conhecer a TO, uma profissão até então desconhecida para mim. Integrar as pessoas no meio social foi o que mais me chamou a atenção. Graduando - Por que escolheu a profissão? Escolhi a Terapia Ocupacional por ser uma ciência que aborda o ser humano como um todo, um ser bio-psicossocial, tratando não somente dos sintomas e seqüelas de uma doença, mas priorizando a conquista da independência funcional e a qualidade de vida do paciente, tendo como objetivo a reinserção desse indivíduo na comunidade. Profissional - Por que escolheu a profissão? Li sobre a atuação da Terapia Ocupacional e decidi seguir a profissão por dois motivos: o primeiro porque poderia trabalhar com crianças, algo que sempre gostei; e o outro, pelo fato do TO utilizar-se de diferentes atividades, como instrumento de intervenção, pintura, desenho, jogos e vivência de tarefas do cotidiano, relacionadas ao cuidado pessoal e à vida prática, algo fantástico. Vestibulando - O que espera do curso? Na verdade, não sei ainda. Estou tão preocupada em passar no vestibular que não parei para pensar nisso. Mas, continuarei batalhando pra conseguir alcançar o meu objetivo, que é ser uma excelente profissional. Independente do que vier, tenho que correr atrás desse objetivo. Graduando - O curso corresponde às suas expectativas? O curso de terapia ocupacional prioriza na formação de seus estudantes essa visão holística que o profissional deverá ter para com o seu paciente. Para isso, disponibiliza em seu currículo disciplinas de áreas biológicas e humanas. Somos ensinados a ter um "olhar crítico" sobre o individuo, ter a percepção do que o paciente precisa no momento do atendimento, qual é o problema que o aflige, e o quanto isso interfere no seu desempenho funcional. O curso corresponde sim as minhas expectativas, porque oferece diversas áreas de atuação e oferece um campo de trabalho amplo. Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas? Sim. Com os estágios curriculares, passei a gostar cada vez mais da profissão, pois foi onde eu pude realmente sentir o que era ser uma terapeuta ocupacional. Assim, tive a certeza que era aquilo que queria como profissão. Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formada? Espero receber o suficiente para me sustentar. Mas, inicialmente, pretendo ganhar R$1.500. Graduando - Quanto espera ganhar depois de formada? Inicialmente pretendo ganhar aproximadamente R$ 1.500. À medida em que for obtendo mais experiência na prática profissional, quero aumentar essa remuneração. Profissional - Quanto ganha? Varia muito, depende da área de atuação e da localidade. Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão? Conseguir ajudar as pessoas especiais e, principalmente, integrá-las no meio social. Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão? Será acompanhar o crescimento da profissão. Ver a Terapia Ocupacional conquistando mais reconhecimento e espaço na área de saúde, por meio da demonstração da importância do profissional no processo de reabilitação. Profissional - O que acha de melhor na profissão? O trabalho voltado para desenvolver a autonomia e a reinserção social. Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão? Ainda não sei o que encontrarei de pior na profissão. Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão? Será encontrar profissionais da área desatualizados, com atuações duvidosas, isto é, propondo atividades sem fins terapêuticos. Profissional - O que você acha de pior na profissão? A profissão ainda é pouco conhecida e pouco valorizada. Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil? Apesar de ser uma profissão pouco conhecida, ela é muito importante para o desenvolvimento do país. Só é preciso que as atividades da Terapia Ocupacional sejam mais divulgadas para que as pessoas possam valorizá-la e usufruírem de seus serviços. Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil? No Brasil ainda estamos em um processo de "desbravamento" da profissão. Em muitos lugares no país, a profissão é ainda desconhecida. Existe a necessidade de explicar o que é a profissão, sua importância. Somente assim conquistaremos mais espaço nas instituições e obteremos mais reconhecimento em nosso trabalho. Acredito que, daqui a alguns anos, a atuação do TO no Brasil será obrigatória nas equipes de saúde. Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil? Está em expansão, mas ainda precisa crescer muito e ser mais valorizada. Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Terapia Ocupacional e outras áreas? É importante olhar para si mesmo e procurar uma profissão que corresponda às suas necessidades e desejos. Mas, para isso, é preciso pesquisar ao máximo, e, se possível, conversar com profissionais da área de interesse. Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Terapia Ocupacional? Para ser um terapeuta ocupacional, a pessoa deve, em primeiro lugar, ser perseverante. Por ser uma profissão nova, muitas pessoas não conhecem o trabalho e, com isso, não a valorizam. É essencial, também, ser criativo, ter uma mente aberta, saber planejar propostas de atividades, pensar em intervenções diferenciadas, e claro, ser suficientemente sensível para perceber as necessidades do cliente no momento de atendimento. Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão? Antes de escolher qualquer profissão, acho que devemos buscar profissionais que já estão atuando na área, conhecendo o trabalho e tirando as dúvidas, para fazer a escolha certa. Mas, o mais importante, é gostar de trabalhar diretamente com pessoas - crianças, adultos e idosos - e ser criativo!
|