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O TERAPEUTA OCUPACIONAL E A SUA IDENTIDADE (Nancy Guedes T.O.) Imprimir E-mail

Muito se questiona acerca da prática,habilitações e habilidades do Terapeuta Ocupacional. Mas qual será a sua verdadeira identidade enquanto profissional da saúde? A fonte geradora desses escritos, surgiu de várias dúvidas e questionamentos que perpassam e invadem a maioria das cabeças dos profissionais, quase profissionais e possíveis aspirantes a tal ,no que tange ao nosso verdadeiro fazer. A maioria das profissões é definida em apenas uma ou duas palavras. A nossa entretanto, necessita que comecemos com um tal de, é parecida com a fisioterapia, mas......., temos que tecer praticamente um rosário para nos definir, e isso não é nada bom. Primeiramente para nós que estamos meio que perdidos em meio a definições gigantescas, e que, na maioria, não nos acrescenta nada, como para quem nos interessa - a nossa clientela e a classe médica de maneira geral. Temos a faca e o queijo na mão, apenas não estamos "acertando" por onde, como dar início, e nem de que forma este será divido em fatias exatamente iguais para todos. Temos que comungar, convergir e nos definir enquanto profissionais em uma única cartilha, a nossa identidade enquanto facilitadores do fazer humano.

Um ponto de identificação é dado pelo COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia & Terapia Ocupacional) que diz que: É um profissional dotado de formação nas Áreas de Saúde e Sociais.

Sua intervenção compreende avaliar o cliente, buscando identificar alterações nas suas funções práxicas, considerando sua faixa etária e/ou desenvolvimento da sua formação pessoal, familiar e social. A base de suas ações compreende abordagens e/ou condutas fundamentadas em critérios avaliativos com eixo referencial pessoal, familiar, coletivo e social, coordenadas de acordo com o processo terapêutico implementado.

O Terapeuta Ocupacional compreende a Atividade Humana como um processo criativo, criador, lúdico, expressivo, evolutivo, produtivo e de auto manutenção e o Homem, como um ser práxico interferindo no cotidiano do usuário comprometido em suas funções práxicas objetivando alcançar uma melhor qualidade de vida.

As atividades do profissional estendem-se por diversos campos das Ciências de Saúde e Sociais. Avalia seu cliente para a obtenção do projeto terapêutico indicado; que deverá, resolutivamente, favorecer o desenvolvimento e/ou aprimoramento das capacidades psico-ocupacionais remanescentes e a melhoria do seu estado psicológico, social, laborativo e de lazer.

Diante dessa definição, imputa-se vários questionamentos a respeito da natureza da identidade desse profissional que por vezes, ele próprio confunde-se em meio a tantas atribuições .Entende-se que esse profissional é dotado de vasta escala de intervenções no que tange ao aspecto do fazer humano. Talvez por essa condição se dê o processo de cada um implantar a sua própria identidade, distanciando-se da verdadeira origem e essência da profissão.

Então o que viria ser a real identidade desse profissional ?

Entendo que sua propriedade enquanto mantenedor e e/ou facilitador do resgate funcional no seu mais amplo sentido do fazer humano, converge para o modelo da ocupação humana e da práxis.

A ocupação humana necessita de ações de caráter investigativos dirigidos e direcionados para um entendimento aprofundado da sua influência na qualidade de vida de pessoas com alguma forma de incapacidade motora, cognitiva, perceptiva e/ou psicossocial.

- A OCUPAÇÃO HUMANA: O modelo da ocupação humana é que nos difere dos demais seres, pois o ser humano tem uma necessidade neurofisiológica e intrínseca para a ação. É um modelo de prática desenhado para proporcionar fundamentos teóricos com instrumentos de prática e estratégias para a Terapia Ocupacional e relacionado com a prática de reabilitação.

Os conceitos do MOH centram-se na forma como as pessoas estão motivadas para as suas ocupações (ex.: trabalho, lazer e auto -cuidados),como aprendem e mantêm padrões ocupacionais de vida e como se envolvem em ações motoras, cognitivas e sociais. O MOH também considera a importância do meio ambiente na ocupação.

O MOH enfatiza que, através da Terapia Ocupacional, as pessoas são ajudadas a se envolverem em fazer coisas que mantêm, recuperam, reorganizam ou desenvolvem as suas capacidades, motivação e estilos de vida.

PROCESSO DE VOLIÇÃO: A experiência no desempenho de uma atividade e escolha ocupacional permite a interpretação e a capacidade de antecipação que, por sua vez influenciam novas escolhas ocupacionais e o desempenho de novas atividades.

É sabido que o Terapeuta Ocupacional tem dons e preparos para configurar a mobilidade funcional, pois temos o movimento como meio através da prática e representação.

A atividade terapêutica ocupacional está centrada na ação desempenhada pelo indivíduo, seja de ordem simbólica ou real, através da relação sujeito-objeto que é a utilização da atividade proposta, a fim de não ir de encontro aos confrontos e medos que suas "incapacidades" gerem frente as suas desordens de cunho físico-funcional propiciando conforto e sucesso para a realização das AVDs e AVPs.O agente produtor da mobilidade requer concentração e volição, mas sobretudo, de atuar à partir do referencial da ação, uma vez que o contexto-alvo(circunstâncias da aprendizagem) leva ao movimento ativo para a meta. Isso difere a prática da Terapia Ocupacional, de qualquer outra intervenção, inclusive de outros profissionais do movimento.

A ATIVIDADE COMO RECURSO TERAPÊUTICO: Não se pode falar em atividade terapêutica, nem em Terapia Ocupacional, sem apontar a Filosofia da Práxis. Segundo Marx, toda práxis é uma atividade, porém nem toda a atividade é uma práxis.

Toda transformação do homem com a natureza é a práxis. A Práxis é transformadora, na qual modifica não só o objeto, mas também o agente, ou seja, o homem.

A Filosofia da Práxis pelo referencial teórico do materialismo histórico, no qual se apóia a sua filosofia, esta é a atividade verdadeiramente humana, pois é permeada pela consciência. Assim, a práxis envolve três momentos: o produto ideal (ou seja o projeto, a intencionalidade, o planejamento consciente),o processo, e o produto real (concretização, objetivação do homem pela sua ação).Ainda segundo esse referencial, a práxis como atividade verdadeiramente humana se contrapõe a atividade alienada, essa avaliada como desumanizante.

Nancy Guedes
Terapeuta Ocupacional
CREFITO 6/4784

O que é práxis?
Atividade prática, ação, exercício, uso.
No Marxismo, o conjunto das atividades humanas tendentes a criar as condições indispensáveis à existência da sociedade e particularmente, à atividade material, à produção; prática.
Melhor resposta - Escolhida por votação(67%)

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XI Congresso Brasileiro de Terapia Ocupacional

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Data: 13 a 16 de outubro de 2009
Local: Fortaleza (CE)
Informações: www.cbto2009.com.br

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FORMAÇÃO EM REABILITAÇÃO E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Inscrições e Informações:
85 – 87198698 (Danielle) – Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
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Terapia Ocupacional

 

O QUE É?
Profissão da área da saúde que utiliza como instrumento de
trabalho, a atividade humana,
de acordo com os contextos
ambientais e temporais.

O QUE FAZ?
Atua nos eixos de formação clínico, educacional e social.
Utilizando procedimentos
específicos e adequando-os às
necessidades e expectativas
do cliente, relacionando
métodos, abordagens, técnicas
e atividades significativas.

ONDE ATUA?
Hospitais Gerais/Especializados
Clínicas e Consultórios
Centros de Saúde
Escolas e Creches
Oficinas Terapêuticas
Oficinas Profissionalizantes
Instituições Penais
Instituições Geriátricas
Centros de Reabilitação
Profissional
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Empresas
Domicílios
Ações Municipais e Estaduais
de Saúde
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